• Reportagem do competente jornalista Rudolfo Lago na revista IstoÉ dessa semana:
AS CAMPANHAS MAIS CARAS DO BRASIL
Onde o eleitor é mais caro? Em metrópoles grandes e complexas como São Paulo e Rio de Janeiro ou nas capitais menores, municípios com menos de 200 mil eleitores? Até as 14h da quinta-feira 10, o Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais tinham disponibilizado as previsões de gasto nas campanhas dos candidatos a prefeito em 17 das 26 capitais. Ao levantar as previsões divulgadas, ISTOÉ chegou a um dado surpreendente. Gilberto Kassab, o candidato do DEM à Prefeitura de São Paulo, que fará em números absolutos a campanha mais cara do Brasil, prevê gastar menos de R$ 4 por eleitor. Em Boa Vista ou em Palmas, atrair o voto de cada cidadão custa o equivalente ao almoço em um restaurante de qualidade média. Iradilson Sampaio, do PSB; Luciano Castro, do PR; Nilmar Ruiz, do DEM; e Marcelo Lélis, do PV, deverão gastar mais de R$ 30 por eleitor nas eleições que disputarão na tentativa de se tornarem prefeitos das capitais de Roraima e do Tocantins.
Engavetado no Congresso, o projeto de lei 2679/03, que propõe a adoção do financiamento público de campanha, prevê um gasto de R$ 7 por eleitor. Se viesse a ser aprovado, o projeto poderia baratear as eleições do País. A campanha de Kassab, por exemplo, prevê gastos de R$ 30 milhões. O custo por eleitor para o candidato do DEM em São Paulo, porém, será de R$ 3,65. Marta Suplicy, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB, que farão as segundas campanhas mais caras do País, ambos prevendo R$ 25 milhões, gastarão R$ 3,05 por eleitor. Se fosse R$ 7 por eleitor, como quer o projeto, a campanha em São Paulo sairia por R$ 57,4 milhões. Hoje, só os três principais candidatos prevêem gastos de R$ 80 milhões.
Nas capitais menores, as previsões não diminuem na mesma proporção da população. São Paulo tem 8,2 milhões de eleitores, Palmas tem 160 mil e Boa Vista, 128,5 mil. Iradilson Sampaio e Luciano Castro estimam suas campanhas em até R$ 5 milhões na capital de Roraima. E Marcelo Lélis, R$ 4 milhões em Palmas. No custo previsto no financiamento público, teriam de reduzir os orçamentos para R$ 899,2 mil em Palmas e R$ 1,1 milhão em Boa Vista.
Nas capitais maiores, as eleições mais caras proporcionalmente serão em Belo Horizonte e Fortaleza. Márcio Lacerda, do PSB, prevê R$ 7,97 por eleitor, ou R$ 14 milhões no total. Luizianne Lins, que tentará a reeleição pelo PT em Fortaleza, estima gastar R$ 6,79 por eleitor, ou R$ 10 milhões. Sua adversária Patrícia Saboya, do PDT, prevê um total de R$ 9,75 milhões, o que dá um custo por eleitor de R$ 6,62.
Essa estimativa de custo de campanha é obrigatória, mas serve como um teto do que o candidato espera arrecadar. Em geral, na prestação oficial de contas apresentada à Justiça Eleitoral após a disputa, as despesas reais costumam ser bem inferiores a esse orçamento inicial.
RUDOLFO LAGO





gostaria de receber todos os comentarios sobre o processo eleitoral e outros assuntos ligados a essa área. obrigado.
Quero parabenizá-la pela forma clara e objetiva de suas colocações.
Gostaria mde pedir caso seja possível, nos enviar um roçamento se possívelm detalhado para uma candidatura a Deputado Estadual no RJ.
Ou pelo menos o custo médio desta candidatura.
Agradeço a gentileza da resposta.
A.Gastão Filho
Eu acho que entendi sobre o orçamento de uma campanha, R$ 7 x 160.000 eleitores = 1,1 milhão, entendi que seria pra prefeito e para vereador como seria os cálculos?
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