Tantas palavras

Ontem à noite eu salvei mais uma palavra.

Não resisti à ousadia dela, de se propor a medir algo tão subjetivo quanto a dor.

Então foi isso, a odynometer me pegou muito mais pelo significado do que pela sonoridade.

Seria ela capaz de medir a dor de uma saudade? De dente? De estômago? De compaixão? Dor que não sai no jornal? De cotovelo? Dor nas costas? E aquela dorzinha aguda de quando a gente engata o dedinho do pé na quina do móvel? Saberia medir? Enxaqueca crônica? De separação? A dor do mundo? De cólica de bêbe? A dor da despedida? A dor pela dor de quem a gente ama?

Adotei a odynometer por impulso, assim, e só depois fui atrás do seu passado. Mas não achei nada que a concretizasse. Nem pai, nem mãe, irmãos nem pensar. Isso apertou meu coração. Mais uma razão para acreditar nela, lutar para que não se extingua.

E se de repente,  hoje ela entra em ação e decreta: “a dor de garganta que a Cila trouxe de Salvador é de fato nível 10. Não pode ir trabalhar de jeito nenhum. Desmarquem todos os compromissos. Diagnóstico final”.  Ou quinta-feira à noite, avise: ” atenda o telefone, que a dor de amor dele é nível 9…”

Definitivamente, odymeter merece mais uma chance. Só estou preocupada agora se ela vai se entender com as minhas duas outras palavrinhas: venustation e xenization. Já falei delas pra vocês? Não? Pois adotei as duas juntas na primeira vez que entrei no Save the Words, por uma dica da Any Guelmann via Twitter.

Ontem à noite descobri mais um site para adoradores de palavras. E não é apenas um site, mas uma rede social inteirinha. Chama-se Wordie.  Reúne pessoas esquisitas, dessas que colecionam palavras e adoram falar sobre elas. Entre as mais recentes, a favorita é loquacious. Tinha 282 seguidores. Agora tem 283, que também peguei pra mim, nem que seja pra me enturmar.

Pesquisando o site, tentei o modo randome. Me apareceu Mea Lua de frente. Tive que recorrer ao amigo Google. Concluí que deve ser movimento de capoeira em espanhol. Fiquei com peninha, quem não haveria de?

Portanto, agora sou a orgulhosa mãe do Felipe, da Venustation, da Xenization, da Odymeter, da Loquacius e da Mea Lua de Frente. Melhor eu esquecer a dor de garganta e ir pra reunião, que tá dureza sustentar uma família desse tamanho. OMG!

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Terceiro turno: Barbosa Neto é eleito em Londrina

 

Foto: Roberto Custódio / Jornal de Londrina / Agência Estado

O deputado federal Barbosa Neto (PDT-PR) ao votar neste domingo em Londrina (PR) (Foto: Roberto Custódio / Jornal de Londrina / Agência Estado)

Amauri Arrais, do G1 em Londrina.

O deputado federal Barbosa Neto (PDT) venceu a eleição suplementar em Londrina (PR) neste domingo (29). Na campanha do “terceiro turno”, ele teve o apoio do eleito no pleito de 2008 e cassado pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual e ex-prefeito da cidade Antonio Belinati (PP).

Barbosa Neto disputou a eleição com o também deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), que havia perdido para Belinati no segundo turno da eleição do ano passado. Barbosa voltou à disputa por ter sido o terceiro colocado no primeiro turno.

Com 100% das urnas apuradas, Barbosa Neto registrou 54,12% dos votos válidos, com 135.507 votos. Hauly teve 45,88% dos válidos, com 114.877 votos. Os votos brancos somaram 7.004 e os nulos, 15.624 votos.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), a abstenção na cidade foi de 20% na eleição deste domingo. A posse está prevista para 3 de maio.

Segunda opção

Ao votar neste domingo, Barbosa Neto disse que a melhor solução para Londrina teria sido o “padrinho” assumir o cargo. “Continuo dizendo que estou na repescagem. Quem ganhou a eleição foi o Belinati. Qualquer outro resultado, na verdade, não é a vontade do povo”, disse.

“Se existiam problemas, a Justiça errou em não julgar anteriormente”, reiterou Barbosa Neto, que votou acompanhado da mulher e dos dois filhos no colégio Hugo Simas, na região central.

O candidato disse ainda não ter pensado sobre uma participação de Belinati num eventual governo. Segundo ele, o prefeito cassado demonstrou a intenção de participar da adminstração apenas como deputado estadual.

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Emoção, saudade e lembrança na inauguração da Praça Geraldo Walter

* Do Bahia Já:

Foto: Foto: BJá
Felipe, filho de Geraldão, agradece o carinho de amigos e publicitários por seu pai
  Familiares, publicitários e amigos de Geraldão participaram neste sábado, no bairro do Rio Vermelho, da inauguração da Praça Geraldo Walter. Um momento de alegria, saudade, lembranças e congraçamento da “velha guarda” da Publicidade baiana, para lembrar um dos seus ícones, personagem que contribuiu para modelar o que se chama de novo marketing político nacional.    

  Um dos momentos mais emocionantes foi quando o filho de Geraldão, Felipe Schulman, disse do orgulho de ter um pai como Geraldão, ainda que discordasse de algumas de suas idéias sobre o Corinthians. Na Praça, que Sérgio Valente preferiu denominar de “rodovia e/ou aeroporto, porque Geraldão era movimento, ação” presente uma parte da galera que, desde a década de 1980, pontua na publicidade local e nacional.

  Para Vera Rocha, presidente do Sinapro, a qual, falou pelos publicitários considerados por ela como “precursores e não velha-guarda”, Geraldão deve ser lembrado sempre como aquele que transformou e formatou uma geração e publicitários baianos, de aspirantes à profissionais.

   Vera destacou, ainda, que a ”força de trabalho de Geraldão, a sua dinâmica, circulando…circulando, como dizia, o tornou único no meio publicitário”, frisou. 

   Depoimentos e mais depoimentos de amigos e publicitários.
 
   Rauldo Bastos, amigo de Geraldão e organizador do movimento para dar vida à praça, diz que ele foi um “agregador”. 

   Juca Souza, o tio, que falou em nome da familia, emocionadíssimo. Cila Schulman, a ex-esposa (mãe de Felipe), Sidney Resende, Marco Gavazza, João do Brinco, Falcão, João Silva, Carlos Sarno, Edson Barbosa, Roberto Berni, Guta, Ciça, a deputada federal Lídice da Mata, o vereador Pedro Godinho, Carmela Talento, e outros, circulando pelo “aeroporto” Geraldão.

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Psicologia da composição- João Cabral de Melo Neto

 

1.
Saio de meu poema
como quem lava as mãos.

Algumas conchas tornaram-se,
que o sol da atenção
cristalizou; alguma palavra
que desabrochei, como a um pássaro.

Talvez alguma concha
dessas (ou pássaro) lembre,
côncava, o corpo do gesto
extinto que o ar já preencheu;

talvez, como a camisa
vazia, que despi.

2.
Esta folha branca
me proscreve o sonho,
me incita ao verso
nítido e preciso.

Eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse.

Como não há noite
cessa toda fonte;
como não há fonte
cessa toda fuga;

como não há fuga
nada lembra o fluir
de meu tempo, ao vento
que nele sopra o tempo.

3.
Neste papel
pode teu sal
virar cinza;

pode o limão
virar pedra;
o sol da pele,
o trigo do corpo
virar cinza.

(Teme, por isso,
a jovem manhã
sobre as flores
da véspera.)

Neste papel
logo fenecem
as roxas, mornas
flores morais;
todas as fluidas
flores da pressa;
todas as úmidas
flores do sonho.

(Espera, por isso,
que a jovem manhã
te venha revelar
as flores da véspera.)

4.
O poema, com seus cavalos,
quer explodir
teu tempo claro; rompendo
seu branco fio, seu cimento
mudo e fresco.

(O descuido ficara aberto
de par em par;
um sonho passou, deixando
fiapos, logo árvores instantâneas
coagulando a preguiça.)

5.
Vivo com certas palavras,
abelhas domésticas.

Do dia aberto
(branco guarda-sol)
esses lúcidos fusos retiram
o fio de mel
(do dia que abriu
também como flor)

que na noite
(poço onde vai tombar
a aérea flor)
persistirá: louro
sabor, e ácido
contra o açúcar do podre.

6.
Não a forma encontrada
como uma concha, perdida
nos frouxos areais
como cabelos;

não a forma obtida
em lance santo ou raro,
tiro nas lebres de vidro
do invisível;

mas a forma atingida
como a ponta do novelo
que a atenção, lenta,
desenrola,

aranha; como o mais extremo
desse fio frágil, que se rompe
ao peso, sempre, das mãos
enormes.

7.
É mineral o papel
onde escrever
o verso; o verso
que é possível não fazer.

São minerais
as flores e as plantas,
as frutas, os bichos
quando em estado de palavra.

É mineral
a linha do horizonte,
nossos nomes, essas coisas
feitas de palavras.

É mineral, por fim,
qualquer livro:
que é mineral a palavra
escrita, a fria natureza

da palavra escrita.

8.
Cultivar o deserto
como um pomar às avessas.

(A árvore destila
a terra, gota a gota;
a terra completa
caiu, fruto!

Enquanto na ordem
de outro pomar
a atenção destila
palavras maduras.)

Cultivar o deserto
como um pomar às avessas:

então, nada mais
destila; evapora;
onde foi maçã
resta uma fome;

onde foi palavra
(potros ou touros
contidos) resta a severa
forma do vazio.

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Nova pesquisa Ibope – Serra solto na frente

*Do Blog do Noblat:

Pesquisa nacional do Ibope, aplicada entre 11 e 15 de março junto a 2.002 eleitores, confere a José Serra (PSDB) 39% das intenções de voto para a sucessão de Lula – contra 14% de Ciro Gomes (PSB), 9% de Dilma Rouseff (PT) , 8% de Heloísa Helena (PSOL) e 2% de Cristovam Buarque (PDT).

- Em 2002 e 2006, quem estava nesta situação, há um ano e meio da eleição, venceu – diz Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope.

Na simulação feita pelo Ibope sem o nome de Serra, dá Ciro com 25%, Aécio Neves (PSDB) com 12%, Heloísa com 11%, Dilma com 10% e Cristovam, 3%.

Sem Ciro, Serra tem 47%, Dilma e Heloísa 10%, e Cristovam 3%.

Sem Ciro e Dilma, Serra fica com 48%, Heloísa 11%, Tarso Genro (PT) e Cristovam com 4% cada um.

Leia mais na edição de O Globo deste domingo.

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Cidades apagam as luzes pelo clima

 

Foto: Reuters

Edifícios apagaram suas luzes na Sófia, Bulgária. (Foto: Reuters)

* Da EFE

A “Hora do Planeta”, campanha mundial que faz um alerta sobre os efeitos da mudança climática, chegou neste sábado (28) à Europa às 20h30 (16h30 de Brasília), quando a praça Trafalgar (Londres), a Torre Eiffel (Paris), a cúpula da Basílica de São Pedro (Vaticano) e o Atomium (Bruxelas) se apagaram totalmente.

Com este apagão, de uma hora de duração e ao qual aderiram quase 4 mil cidades de 88 países, a Europa se uniu à iniciativa para salvar o planeta das consequências do aquecimento global.

No Brasil, a cidade de Brasília e mais nove capitais estaduais (São Paulo, Rio de Janerio, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Manaus e Rio Branco) programaram shows, jantares à luz de vela e outros eventos para a chamada “Hora do Planeta”.

No Rio de Janeiro, uma das cidades mais visitadas do país, cartões postais tradicionais apagaram suas luzes, como o Cristo Redentor, a Orla de Copacabana, o Parque do Flamengo e o Pão de Açúcar.

Já em São Paulo, ficaram sem iluminação lugares famosos como o Edifício Copan, o Viaduto do Chá, o Estádio do Pacaembu, o Teatro Municipal, o Parque do Ibirapuera, a Ponte Estaiada e a Torre da TV Globo, na Alameda Santos, ao passo que Brasília viu o “apagão” do Congresso Nacional, da Esplanada dos Ministérios e do Palácio do Itamaraty. 

Seguindo o espírito da campanha, organizada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e apoiada pela ONU, durante uma hora construções simbólicas da Europa se apagaram, assim como ocorreu nas ilhas neozelandesas de Chatham, o primeiro lugar do mundo a ficar às escuras contra a mudança climática.

Europa e Estados Unidos

Em Bruxelas, o Atomium, a Grand Place e toda a rede de estradas públicas ficaram sem iluminação, assim como as sedes da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa, além dos principais edifícios de Antuérpia, Liège, Gante e Namur.

No Vaticano, a cúpula da Basílica de São Pedro se apagou na mesma hora em que o Coliseu em Roma, a ponte de Rialto (Veneza), a Torre de Pisa, a Arena de Verona e outros pontos turísticos da Sicília e de Nápoles.

Já na Espanha, a “Hora do Planeta” apagou as luzes da mesquita de Córdoba, da Alhambra, em Granada, da catedral da Sagrada Família (Barcelona) e da Praça Cibeles, em Madri, entre outros monumentos e locais históricos.

Portugal, que pela primeira vez participou da campanha, viu sete de suas principais cidades ficarem parcialmente às escuras,entre elas Lisboa, Guimarães (norte), Funchal, capital da Ilha Madeira, e Almeirim, a 100 quilômetros da capital do país.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca, em Washington; a Times Square, em Nova York; e a Golden Gate, em San Francisco, se comprometeram a seguir o exemplo que várias outras localidades do Oriente deram hoje ao aderirem à campanha de conscientização ambiental.

O apagão no Hemisfério Leste deixou às escuras as ilhas Fiji (Indonésia), a catedral de Manila (Filipinas), e a torre Menara Kuala Lumpur, de 421 metros de altura, na Malásia.

Na China, que também participou da iniciativa pela primeira vez, Pequim, Xangai, Hong Kong e pelo menos outras 15 cidades desligaram a iluminação de monumentos, prédios públicos e centros comerciais.

Dos países que integram o G20, que se reúne quinta-feira (2) em Londres, apenas Japão e Arábia Saudita não apoiaram a iniciativa da WWF, cujo objetivo é pressionar os líderes mundiais que participarão da conferência sobre mudança climática que acontecerá em dezembro em Copenhague (Dinamarca).

A campanha também busca incentivar a população a trocar suas lâmpadas por outras de baixo consumo e a economizar energia diminuindo seu ar condicionado ou seu aquecedor.

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i carry your heart with me – e.e.cummings

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

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